Secretaria da Educação do Estado de Goiás

Boa escola é a que estimula

Duas escolas estaduais da periferia de Aparecida de Goiânia são exemplos de esforço pela melhoria na aprendizagem dos alunos e de promoção de atitudes e valores necessários à vida em comunidade

Colégio Estadual João Barbosa Reis e o Colégio Estadual Nova Era, em Aparecida de Goiânia, atendem, juntos, cerca de 3 mil alunos. Mas não são apenas os estudantes os beneficiados; toda a comunidade em torno deles sai ganhando. As escolas enchem os olhos de quem as visita. E mostram que uma boa gestão tem a importância do tamanho das conquistas a que cada unidade escolar se propõe. As duas escolas têm hortas e desenvolvem os projetos de Correção de Fluxo e Escola Aberta, entre outros. As diretoras estão no segundo mandato, foram reeleitas. E contam que as atividades desenvolvidas estão sempre respaldadas por um projeto e têm um professor responsável, que coordena, cobra metas e socializa os ganhos, o sucesso. Nas duas escolas existe um compromisso partilhado por todos, um pacto pela educação.

Colégio Estadual João Barbosa Reis: 19 salas de aulas e 1850 estudantes em três turnos

Colégio Estadual João Barbosa Reis: 19 salas de aulas e 1850 estudantes em três turnos

Colégio Estadual João Barbosa Reis — Situado no Setor Madre Germana, tem 1.850 alunos no Ensino Fundamental, Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). A escola, que tem 19 salas de aula, funciona nos três turnos. Tem biblioteca e já conta com computadores para o futuro um laboratório de Informática, que deve ser instalado em uma sala de alvenaria. O colégio foi construído em 1998, de placa, um tipo de construção de difícil manutenção.

Cada sala tem uma caixinha de som do projeto rádio-escola/Educom.rádio. A escola tem uma quadra de esportes que foi pintada pelos alunos, e uma de areia, construída com recursos de eventos realizados pela escola em parceria com a comunidade. Tem, também, o projeto Amigos da Escola.

Toda a escola foi pintada há menos de um ano e o jardim até parece ter um projeto de paisagismo, gramado, com rosas e enfeites de cerâmica. “Aqui tudo é feito com muito capricho”, diz a diretora Ivone Rodrigues. A horta é tocada pelo professor de Geografia, Adauto Rodrigues. Além de reforçar a merenda escolar, de vez em quando os alunos levam mudas para casa. Entre os canteiros, cebolinha, cheiro verde e um jirau de chuchus. Há também vários mamoeiros, carregadinhos.

“Este local, agora, virou um espaço para atividades no contraturno”, explica a diretora, que mostra uma sala com uma mesa feita por um aluno. Ela mostra ainda uma tenda, que também abriga atividades do contraturno, e informa sobre uma parceria com o centro de atendimento do Colégio Marista , instalado a poucos metros da escola. Nesses espaços são realizadas aulas de reforço, artes, dança, música, fanfarra.

Colégio Estadual Nova Era: 12 salas de aula e 1.090 estudantes em três turnos

Colégio Estadual Nova Era: 12 salas de aula e 1.090 estudantes em três turnos

Colégio Estadual Nova Era - “Tenho pedido aos alunos, professores e servidores que mantenham a escola sempre pronta pra tudo: inclusive para as visitas”, explica a diretora Dirce Martins, do Colégio Estadual Nova Era, que fica no setor de mesmo nome.

A escola, que foi construída em 1993, tem 12 salas de aula e funciona nos três turnos, atendendo 1.090 alunos de Ensino Fundamental e EJA. Também é uma escola de placa, mas uma ala nova foi construída em alvenaria. A escola tem laboratório de Informática e uma biblioteca, onde, de manhã, estavam quatro professores acompanhando as atividades de reforço de cinco estudantes do turno vespertino. “Nosso projeto de correção de fluxo foi aprovado pela Secretaria de Estado da Educação e bastante elogiado. Acreditamos que os alunos vão melhorar muito, e é isso que todos aqui querem, que nossos alunos aprendam mesmo e alcancem boas coisas na vida”, diz a diretora.

É tudo tão bem cuidado que, à primeira vista, nem se nota a diferença entre a ala de placa e a de alvenaria. Entre elas, o espaço é cimentado de forma a facilitar a acessibilidade de visitantes com dificuldades de locomoção e de um aluno cadeirante. “O cimentado foi feito com recursos de eventos realizados pela escola”, reforça a diretora. O fogão, semi-industrial, onde é preparada a merenda, também foi comprado com dinheiro da festa. A pintura recente foi feita pelo vice-diretor, Marcelino dos Santos, com a ajuda de uma pessoa da comunidade.

Duas professoras de Matemática estão à frente de dois projetos importantes para a escola. Um é o de conservação do patrimônio público, coordenado pela professora Márcia Lanna. O outro é o Escola Aberta, desenvolvido pela professora Ivone Pamplona. A professora de Ciências, Irene Terra, é a responsável pela horta, que, mesmo com o tempo chuvoso, tinha couve, cebolinha e chuchu.

Essas experiências ilustram o que a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) chama de boa escola, pois graças à criatividade e determinação de seus professores, servidores e gestores, elas conseguiram transformar o ambiente escolar, estimulando os estudantes e interferindo na dinâmica da vida em comunidade. Caminho para a educação de qualidade.




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